
Durante a sessão da Câmara Municipal de Gravatá nesta terça-feira (28), a vereadora Maria Vilar se pronunciou de forma firme sobre a votação do relatório da Comissão de Investigação (CI), instaurada para apurar possíveis irregularidades envolvendo funcionários, serviços e servidores da administração municipal.
Em seu discurso, Maria reforçou que não é contrária à existência da CI, mas criticou a falta de transparência no processo de tramitação. Ela declarou que se recusa a votar um relatório que não teve a oportunidade de ler e analisar com profundidade. “Não votarei jamais algo que não apreciei. Isso é muito sério. Todos os vereadores deveriam ter acesso prévio ao conteúdo. Não se pode votar às cegas”, alertou.
A vereadora questionou publicamente o motivo pelo qual o documento não foi entregue com antecedência aos parlamentares, permitindo que pudessem se preparar adequadamente para a votação. Diante do impasse, o presidente da Câmara, Léo do Ar (PP), determinou que o relatório fosse protocolado e entregue pessoalmente a cada vereador.
Maria Vilar ressaltou que o processo de investigação durou cerca de quatro meses e que é inadmissível que a apreciação final ocorra em apenas 10 minutos. Ela defendeu uma votação consciente, com base na leitura e compreensão do relatório, reafirmando seu compromisso com a responsabilidade parlamentar. “É preciso saber o que se está votando. Votarei, sim, mas com consciência e depois de ler”, concluiu.
