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Lula reduz impostos sobre gasolina e etanol e amplia subsídio para conter preço do diesel

Decreto corta R$ 0,63 por litro da gasolina e zera tributação federal sobre o etanol; governo também prevê subvenção de R$ 1 por litro para o diesel

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (9) novas medidas para evitar que os efeitos da guerra no Oriente Médio pressionem os preços dos combustíveis no Brasil. As ações atingem gasolina, etanol e diesel e combinam redução de tributos com ampliação de subsídios.

Por meio de decreto, o governo federal reduziu em R$ 0,63 por litro a cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina. Para o etanol, o corte será de R$ 0,19 por litro, eliminando integralmente a tributação incidente sobre o produto.

O diesel será contemplado por uma estratégia diferente. Lula assinou uma Medida Provisória que estabelece uma subvenção adicional de R$ 1 por litro, com a finalidade de impedir novos aumentos nas bombas.

Segundo o presidente, a intenção é proteger os consumidores brasileiros das consequências econômicas provocadas pelo conflito internacional. Lula afirmou que o governo pretende ampliar o subsídio e utilizar recursos provenientes de impostos cobrados da Petrobras para impedir o repasse da pressão externa aos preços dos combustíveis.

A preocupação do Planalto também envolve possíveis reflexos no custo dos alimentos. Na avaliação apresentada pelo presidente, uma elevação dos combustíveis poderia atingir outros setores da economia e aumentar as despesas das famílias.

Lula estava acompanhado do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a assinatura das medidas. O ministro afirmou que as decisões seguem a orientação adotada pelo governo desde o início da guerra, buscando evitar que a população brasileira arque com os impactos financeiros do conflito.

De acordo com Moretti, a redução dos impostos e a política de subsídios fazem parte do esforço do governo para conter os preços finais pagos pelos consumidores nos postos.

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