
No encerramento do 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado neste domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou para militantes e deixou em aberto a possibilidade de disputar um quarto mandato em 2026. Sem confirmar oficialmente a candidatura, Lula foi enfático ao afirmar que, se decidir entrar na corrida presidencial, será com o objetivo claro de vencer e impedir o retorno da extrema-direita ao Palácio do Planalto.
Durante a fala, que durou cerca de uma hora, o presidente adotou um tom desafiador em relação aos seus opositores políticos. “Eu estou preparado para dizer para vocês e quero que os adversários saibam: se eu for candidato, eu não vou disputar, eu vou ser candidato para ganhar as eleições”, afirmou, recebendo aplausos da plateia.
Lula também ressaltou que sua decisão será tomada com responsabilidade, levando em consideração sua condição de saúde. Ele mencionou o caso do ex-presidente norte-americano Joe Biden, que desistiu de buscar a reeleição em meio a questionamentos sobre sua capacidade física e mental. “Para ser candidato, tenho que ser muito honesto e sincero comigo. Eu preciso estar 100% de saúde. Eu, decidir ser candidato para depois acontecer comigo o que aconteceu com o Biden, jamais. Eu ia enganar o partido e iria enganar o povo brasileiro”, completou.
Outro tema abordado no discurso foi a relação com o Congresso Nacional e a recente tensão comercial envolvendo tarifas aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula criticou as medidas protecionistas e defendeu uma política externa mais combativa para proteger os interesses da indústria brasileira.
O evento, marcado pela mobilização de lideranças petistas e pela defesa de um projeto de continuidade para 2026, mostrou que, mesmo sem confirmar sua candidatura, Lula já se coloca como protagonista no cenário eleitoral e pretende ser a principal voz contra a volta de setores da extrema-direita ao poder.
