
Faltando apenas quatro dias para a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o diálogo direto com o presidente norte-americano, Donald Trump, para tentar evitar a medida. A declaração foi dada nesta segunda-feira (28), em tom crítico e conciliador ao mesmo tempo.
Lula afirmou esperar bom senso por parte de Trump, ressaltando a importância do Brasil nas relações internacionais e cobrando uma solução negociada. Para o presidente brasileiro, a decisão de Washington é unilateral e ignora práticas diplomáticas fundamentais. “Tem divergência? Tem. Senta numa mesa, coloca a divergência do lado e vamos tentar resolver. E não de uma forma abrupta, individual”, comentou, reforçando o apelo por entendimento entre os dois países.
Além disso, o chefe do Executivo atribuiu responsabilidade pelo “tarifaço” ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lula, Eduardo admitiu participação ativa nas articulações que resultaram nas sanções norte-americanas. O parlamentar está atualmente nos Estados Unidos e, de acordo com o petista, agiu em favor de interesses externos contra o próprio país.
A medida tarifária anunciada pelo governo norte-americano deve afetar significativamente a exportação de produtos brasileiros e intensifica o clima de tensão entre Brasília e Washington.
