Brasil

Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família e benefício mínimo sobe para R$ 691

Novos valores começam a valer em outubro; governo afirma que correção recompõe inflação acumulada após período sem atualização

Clebson Amsterdan Atualizado em 17 de setembro de 2026

O Bolsa Família terá novos valores a partir de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) reajuste de 15% nos benefícios do programa, elevando de R$ 600 para R$ 691 o valor mínimo destinado às famílias atendidas.

A atualização também terá impacto no pagamento médio. Pelos novos valores anunciados, o benefício médio deverá passar de R$ 675 para R$ 777.

Segundo o governo federal, o aumento está previsto na legislação que criou o atual Bolsa Família e corresponde à reposição da inflação acumulada durante o período em que os valores permaneceram sem correção. A gestão sustenta, portanto, que a medida segue as regras estabelecidas para o programa.

O anúncio ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, período em que Lula disputa a reeleição. Pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta fase da campanha registram uma disputa próxima entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O valor mínimo de R$ 600 teve origem em uma ampliação realizada ainda em 2022, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Naquele momento, o benefício passou de R$ 400 para R$ 600, um aumento de 50%, também em ano de eleições presidenciais.

A mudança de 2022 foi viabilizada pela alteração constitucional que ficou conhecida como PEC Kamikaze. A medida aprovada pelo Congresso abriu espaço para novos benefícios e ampliação de programas sociais, com impacto estimado em R$ 41,25 bilhões à época.

Com o reajuste anunciado nesta quinta-feira, as famílias contempladas pelo Bolsa Família deverão receber os valores atualizados já no calendário de pagamentos de outubro.