
Nesta terça-feira (29), uma reunião inusitada entre figuras influentes da política gravataense e dois deputados estaduais acendeu o sinal de alerta nos bastidores eleitorais do município. O encontro contou com a presença dos vereadores Aldo La Massa e Rafael Prequé, ambos do Solidariedade, o advogado Heverton Lopes, o radialista Jota Silva, além dos deputados estaduais Joaquim Lira e Waldemar Borges (PSB). A imagem do grupo reunido provocou uma série de questionamentos sobre possíveis alianças e movimentações para as eleições de 2026/2028.
Embora Joaquim Lira e Waldemar Borges representem o Estado e não tenham base política consolidada em Gravatá, o foco recaiu sobre os demais participantes, todos com histórico de oposição à atual gestão municipal. Rafael Prequé, por exemplo, esteve recentemente envolvido em uma disputa judicial com o presidente da Câmara, Léo do Ar (PP), da qual saiu derrotado após o reconhecimento da legalidade da eleição de Léo para o comando da Casa Legislativa.
O advogado Heverton Lopes também tem sido um nome recorrente nas críticas à administração do prefeito Joselito Gomes (AVANTE), não apenas no Executivo, mas agora também direcionando sua atenção ao Legislativo municipal. Da mesma forma, o veterano radialista Jota Silva, com forte influência no rádio local, é conhecido por suas opiniões contundentes contra a gestão atual.
Já o vereador Aldo La Massa tem se destacado por uma atuação fiscalizadora intensa, constantemente apontando supostas fragilidades e inconsistências na condução da administração pública local.
O que chamou a atenção foi a reunião dessas lideranças com Waldemar Borges, nome que já foi cogitado como possível candidato à prefeitura de Gravatá em anos anteriores. Embora Borges tenha declarado que só concorreria ao cargo se houvesse uma convocação popular, sua presença em meio a tantas figuras críticas ao atual governo municipal reacendeu as especulações sobre um projeto político conjunto visando o pleito do próximo ano.
O local do encontro, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), poderia indicar uma agenda institucional, mas o contexto e a composição do grupo levantam dúvidas. Estariam traçando estratégias eleitorais? Discutindo alianças? O que foi dito entre eles permanece em sigilo, mas o cenário sugere movimentações que podem alterar o tabuleiro político gravataense.
Até o momento, nenhum dos envolvidos comentou publicamente o teor da reunião, o que apenas alimenta ainda mais as dúvidas e as hipóteses sobre os bastidores da política local.
