Justiça mantém prisão preventiva de ex-vereador acusado de tentativa de homicídio em motel de Garanhuns
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do acusado, enquanto sua defesa pleiteou a liberdade provisória com medidas cautelares. O juiz Gabriel Ferreira Ribeiro Gomes, no entanto, decidiu manter a detenção, argumentando que há indícios suficientes da autoria do crime e que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a segurança da vítima.
O magistrado também destacou o histórico criminal de Luciano envolvendo armas de fogo e o risco que seus disparos representaram para a vítima e outras pessoas no local.
“A soltura de Luciano representa grave risco à vida e à integridade física da vítima. Considerando a violência e a determinação demonstradas em sua conduta, há fundado receio de que, em liberdade, possa concretizar sua intenção, consumando o homicídio que foi apenas tentado”, afirmou o juiz.
Luciano foi encaminhado à Cadeia Pública de Garanhuns, mas o magistrado autorizou sua possível transferência para outra unidade prisional do estado, caso necessário, devido à ampla repercussão do caso.
Defesa alega problemas psiquiátricos
Em nota oficial, os advogados de Luciano se manifestaram contra a decisão da Justiça, argumentando que seu cliente sofre de transtornos psicológicos e psiquiátricos que exigem acompanhamento médico contínuo. Segundo a defesa, ele faz uso diário de medicação e tem um histórico de internações médicas, o que tornaria inadequada sua custódia preventiva.
Os advogados afirmaram ainda que avaliam a possibilidade de recorrer da decisão judicial.




