
A Justiça Eleitoral da 31ª Zona de Amaraji, em Pernambuco, determinou a suspensão da divulgação dos resultados de uma pesquisa eleitoral registrada pela Mesquita Total Brasil Ltda (REVISTA TOTAL), atendendo a uma representação feita pela coligação “Uma Nova História Será Construída”. A decisão aponta falhas na documentação e questiona a origem dos recursos utilizados.
A coligação, composta por diversos partidos como AVANTE, PP e PSOL, impugnou a pesquisa PE 09931/2024, que pretendia medir as intenções de voto para prefeito no município. Entre as irregularidades destacadas estão a ausência de documentos fiscais e um relatório financeiro de 2023 zerado. Além disso, a pesquisa apresentou falhas na metodologia, como a não inclusão de bairros importantes e o favorecimento da atual prefeita, Aline Gouveia, em perguntas consideradas tendenciosas.
A pesquisa foi registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 29 de agosto de 2024, e sua divulgação estava prevista para 4 de setembro. No entanto, a coligação solicitou liminarmente a suspensão da veiculação, alegando que o Instituto Mesquita Total Brasil não cumpriu integralmente as exigências legais. O juiz eleitoral Reinaldo Paixão Bezerra Junior acatou o pedido de urgência e ordenou a retirada da pesquisa dos canais de divulgação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A decisão foi fundamentada na Lei Eleitoral nº 9.504/97 e na Resolução do TSE nº 23.600/2019, que estabelecem regras claras para a realização e divulgação de pesquisas eleitorais. A empresa responsável pela pesquisa poderá apresentar sua defesa, e o Ministério Público Eleitoral deve emitir parecer sobre o caso.
