
A decisão da Justiça pernambucana, nesta semana, trouxe novos desdobramentos no embate político envolvendo Léo do AR, atual presidente da Câmara de Vereadores de Gravatá, e a oposição liderada pelo radialista Zé do Povo. Após tentativas judiciais para barrar sua candidatura à presidência da Casa para o biênio 2025/2026, o jurídico de Léo conseguiu reverter a ofensiva com argumentos contundentes.
O caso começou quando a oposição ingressou com uma ação popular, em sigilo, na 1ª Vara Cível da Comarca de Gravatá. Não satisfeitos, os adversários apresentaram uma segunda ação idêntica no plantão judiciário, estratégia que foi prontamente desmontada pelo jurídico de Léo do AR, liderado pelo advogado Dr. François Cabral.
A defesa argumentou que já existia uma ação semelhante em tramitação e que o juiz plantonista não poderia conhecer a nova demanda. Além disso, esclareceu que a eleição de Léo para o biênio 2021/2022 não foi anulada, contrariando o discurso da oposição. O juiz plantonista, Dr. Rodrigo Fonseca Lins de Oliveira, acolheu os argumentos e indeferiu o pedido de liminar, apontando indícios de litigância de má-fé por parte dos opositores.
Segundo a decisão do magistrado, havia “tentativa de burlar a distribuição por dependência e multiplicar demandas sobre o mesmo tema”, atitude que não é admitida, especialmente em plantão judiciário. A ausência de urgência foi outro ponto destacado para justificar o indeferimento.
Léo do AR, em entrevista, afirmou que a decisão reforça a credibilidade do Judiciário pernambucano e desmascara a conduta dos adversários, que, segundo ele, estão se valendo de “loterias judiciais” para confundir os magistrados e interferir no Poder Legislativo municipal. O presidente da Câmara ainda revelou que medidas estão sendo tomadas para informar o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) sobre as práticas da oposição.
A defesa de Léo também destacou que novas ações e recursos podem ser apresentados pela oposição, inclusive em sigilo, mas reforçou que o jurídico está atento a qualquer tentativa de burlar os procedimentos legais. Além disso, o presidente anunciou o envio de ofícios às entidades competentes para exigir providências sobre a conduta ética dos advogados envolvidos.
A decisão judicial é mais um capítulo do embate político que tem movimentado Gravatá e mostra que, apesar das investidas, a candidatura de Léo do AR segue firme para a presidência da Câmara em 2025.
