
O jogador Pedro Henrique Severino, de 19 anos, do Red Bull Bragantino, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed Ribeirão Preto na segunda-feira (24). O quadro de saúde do atleta é considerado estável, e ele já não depende de ventilação mecânica, respirando por meios próprios.
Nos últimos dias, o caso ganhou grande repercussão após a informação de que médicos haviam iniciado o protocolo para investigação de morte encefálica. No entanto, especialistas explicaram que não houve confirmação desse diagnóstico.
Segundo o neurocirurgião Lepski, é incorreto afirmar que houve morte cerebral revertida. “Isso não existe. A morte encefálica, uma vez diagnosticada corretamente, é irreversível. No caso do jogador, o protocolo foi interrompido porque ele apresentou sinais de atividade no tronco encefálico, ao tossir durante o exame clínico”, explicou.
Ainda de acordo com o médico, a suspeita inicial poderia ter sido causada por um quadro de edema cerebral severo, que pode dificultar a irrigação sanguínea e a detecção de sinais vitais em exames preliminares. “Mesmo que os principais exames indiquem ausência de fluxo e de atividade elétrica no cérebro, ainda pode haver circulação por ramos colaterais menores, mantendo o funcionamento do tronco encefálico”, afirmou.
Pedro Henrique segue em recuperação e sob cuidados médicos, com a expectativa de evolução positiva no quadro neurológico.
