Jogador brasileiro relata medo no Kuwait após explosões e pede ajuda para deixar o Golfo: “Nunca senti tanto pavor”

O agravamento do conflito no Oriente Médio colocou brasileiros que vivem na região em alerta máximo. Entre eles está o atleta Williams Oliveira, conhecido como Vassoura, nome de destaque no futsal e no futebol society, que relatou momentos de pânico após explosões próximas ao hotel onde está hospedado no Kuwait.
Atualmente na cidade de Salmiya, o jogador afirmou que dois mísseis foram interceptados pelas forças de defesa do país e caíram nas imediações de onde ele está. Segundo Vassoura, os estrondos e a tensão constante provocaram medo intenso e sensação de insegurança.
O Kuwait, embora não tenha fronteira terrestre com o Irã, divide limite marítimo pelo Golfo Pérsico. Em terra, o país faz divisa apenas com Iraque e Arábia Saudita, mas a proximidade estratégica da região o coloca em área sensível diante da escalada militar que envolve Irã, Estados Unidos e Israel.
“Só penso nos meus filhos”, diz atleta
Em publicações nas redes sociais, Vassoura descreveu o impacto emocional da situação. Ele contou que já viveu momentos de tensão anteriormente, como na Ucrânia em 2015 e no próprio Kuwait em 2018, mas afirmou que nunca havia sentido medo tão intenso.
O atleta relatou que a sensação é de que algo pode acontecer a qualquer momento e destacou a preocupação constante com a família. Em vídeos, é possível ouvir explosões ao fundo enquanto ele comenta o clima de insegurança.
Apelo direto a Lula
Com competições esportivas suspensas e cenário instável, Vassoura fez um pedido público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o governo brasileiro organize apoio aos cidadãos que estão no Golfo.
O jogador afirmou que tentou contato com a embaixada, mas não obteve resposta até o momento. Segundo ele, brasileiros que vivem no país estão aflitos e sem informações claras sobre possíveis medidas de evacuação.
Enquanto aguarda posicionamento oficial, o atleta segue acompanhando os desdobramentos do conflito e relatando a situação nas redes sociais. A evolução da crise no Golfo Pérsico poderá definir os próximos passos para brasileiros que permanecem na região em meio à instabilidade.



