
Uma jovem de 22 anos foi vítima de um ataque violento após rejeitar a investida amorosa de um ex-colega de trabalho. O homem invadiu o local onde ela trabalhava, desferiu golpes de faca e, em seguida, jogou solvente inflamável sobre o corpo da vítima antes de atear fogo. O caso é tratado como tentativa de feminicídio.
O crime ocorreu na segunda-feira (2), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo relatos da família, o suspeito havia sido desligado da empresa cerca de 30 dias antes do ataque. Mesmo fora do quadro de funcionários, ele retornou ao estabelecimento e surpreendeu a auxiliar administrativa durante o expediente.

Testemunhas relataram que, após esfaquear a jovem, o agressor utilizou thinner — produto à base de solventes usado para diluir tintas — para incendiar a vítima. A ação provocou pânico entre colegas de trabalho.
Policiais militares localizaram o suspeito na casa onde ele mora. Ele apresentava ferimentos na região do abdômen e em um dos braços. Ainda de acordo com familiares, o celular da vítima foi encontrado escondido debaixo da cama do investigado.
Parentes afirmam que o homem não aceitava o fim do contato entre os dois. A jovem teria decidido encerrar qualquer tipo de relação após perceber comportamentos que a deixaram desconfortável. A insistência continuou mesmo depois da negativa. Durante o período em que trabalharam juntos, ele passou a seguir familiares da vítima nas redes sociais, atitude que levou ao bloqueio.
A revolta da família é evidente. O pai da jovem lamentou o que chamou de mais um caso de violência extrema contra mulher e questionou até quando situações semelhantes continuarão acontecendo. Para ele, a filha estava focada nos próprios objetivos quando foi surpreendida pela agressão.
A vítima está internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Apesar da gravidade do ataque, informações médicas apontam que o estado de saúde é estável.
O suspeito permanece sob custódia e deve responder por tentativa de feminicídio. O caso reacende o debate sobre violência de gênero e reforça o alerta para sinais de perseguição e comportamentos obsessivos, que muitas vezes antecedem crimes graves.
As investigações seguem em andamento, e a família espera que a Justiça seja rápida diante da brutalidade do ataque.








