
A agressão a um casal de turistas em Porto de Galinhas, no último sábado (27), desencadeou uma onda de revolta nas redes sociais e provocou um movimento de boicote ao destino turístico, um dos mais famosos do Litoral Sul de Pernambuco. Internautas de diferentes partes do país passaram a compartilhar relatos negativos e alertas para que visitantes evitem viajar para a região.
As críticas vão além do episódio de violência. Usuários denunciam um cenário recorrente de desorganização, cobranças abusivas por barracas de praia e extorsão no estacionamento por parte de flanelinhas, mesmo em dias em que o uso do espaço deveria ser gratuito, como aos domingos.

“É um absurdo pagar para usar uma cadeira em uma praia pública e ainda correr o risco de ser agredido. Isso não é turismo, é exploração”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). A hashtag #BoicotePortoDeGalinhas começou a ganhar força, impulsionada por relatos de quem já teve experiências negativas no local.
Vídeos e publicações relatam cobranças que chegam a R$ 100 pelo uso de cadeiras e guarda-sóis, além de valores exigidos para estacionar em áreas públicas sem qualquer controle oficial. Moradores da região metropolitana do Recife também aderiram às críticas, afirmando que deixaram de frequentar o local devido aos preços abusivos e à falta de segurança.
“Porto de Galinhas é uma das praias mais bonitas do Brasil, mas está sendo destruída por ganância e ausência de fiscalização”, comentou uma internauta. “Se ninguém fizer nada, o turismo de verdade vai acabar. Só sobra o prejuízo para o estado”, completou outro.
A repercussão negativa ocorre no momento em que autoridades estaduais e municipais tentam conter os danos à imagem do destino. O governo de Pernambuco anunciou reforço na segurança e a identificação de envolvidos na agressão, enquanto a Prefeitura de Ipojuca afirma estar ampliando ações de ordenamento na orla.
Ainda assim, a mobilização nas redes evidencia a perda de confiança de muitos turistas. O boicote virtual agora pressiona por medidas efetivas, com internautas pedindo mudanças estruturais e punição aos responsáveis por práticas abusivas. Até lá, afirmam, a recomendação é clara: não vá a Porto de Galinhas.








