
A prévia da inflação voltou a acelerar em abril e acendeu um alerta para o bolso dos brasileiros. O IPCA-15, considerado uma antecipação da inflação oficial do país, subiu 0,89% no mês, segundo dados divulgados pelo IBGE.

O resultado foi puxado principalmente pela alta dos alimentos e dos combustíveis. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,37%, acima dos 3,90% registrados no período anterior.

O grupo que mais pressionou a inflação foi alimentação e bebidas, com alta de 1,46% em abril. Esse setor também teve o maior impacto no resultado geral, respondendo por 0,31 ponto percentual da alta total.
Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,77%, mostrando que os produtos comprados para consumo em casa ficaram mais caros. Entre os principais aumentos estão:
Cenoura: alta de 25,43%
Cebola: alta de 16,54%
Leite longa vida: alta de 16,33%
Tomate: alta de 13,76%
Carnes: alta de 1,14%
Apesar da pressão nos alimentos, alguns produtos ficaram mais baratos em abril. A maçã caiu 4,76%, enquanto o café moído teve redução de 1,58%.
Outro grupo que pesou bastante no índice foi transportes, com alta de 1,34%. A principal pressão veio dos combustíveis, que passaram de queda em março para forte aumento em abril.
Entre os combustíveis, as variações foram:
Óleo diesel: alta de 16%
Gasolina: alta de 6,23%
Etanol: alta de 2,17%
Gás veicular: queda de 1,55%
O aumento dos combustíveis teve impacto direto no custo do transporte e pode influenciar outros preços da economia, já que o diesel, por exemplo, é usado no transporte de mercadorias.
Todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta em abril. A menor variação foi em educação, com 0,05%, enquanto a maior foi em alimentação e bebidas.
Veja quanto cada grupo subiu:
Alimentação e bebidas: 1,46%
Transportes: 1,34%
Saúde e cuidados pessoais: 0,93%
Vestuário: 0,76%
Comunicação: 0,48%
Artigos de residência: 0,48%
Habitação: 0,42%
Despesas pessoais: 0,32%
Educação: 0,05%
O IPCA-15 mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e funciona como uma prévia do IPCA, que é a inflação oficial do Brasil.
Para o ano, o mercado financeiro projeta inflação de 4,86%, acima do centro da meta, que é de 3%. O teto da meta é de 4,5%, o que mantém o indicador sob atenção do Banco Central.
A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 27 de maio.








