
Desde o início de janeiro, incêndios florestais têm atingido áreas de relevância ambiental em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, causando preocupações sobre os impactos na fauna, flora e recursos hídricos da região. Os focos começaram no dia 1º de janeiro na Serra do Pepê e voltaram a surgir no último final de semana, com registros também na Fazenda Várzea da Onça, área conhecida pela produção de café e pela abundância de nascentes e vegetação nativa.
As operações de combate envolvem o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), que conta com o apoio de moradores locais para identificar focos de incêndio, e o uso de equipamentos especializados, como mochilas costais e viaturas com tanques de água. Além disso, helicópteros do Grupamento Tático Aéreo realizaram mais de 100 lançamentos de água com o Bambi Bucket nos últimos dias.
A área afetada é uma unidade de conservação de grande importância ambiental, abrigando rios, riachos e uma vegetação rica em biodiversidade. O ressurgimento de focos e o aumento no número de ocorrências de incêndios florestais têm sido atribuídos, em parte, a práticas inadequadas, como a queima de lixo e o uso de fogo para limpar terrenos, além das condições agravadas pela crise hídrica.
Entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o CBMPE foi acionado 26 vezes em Taquaritinga do Norte, um aumento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados apenas nove chamados.
Apoio da população é essencial
Autoridades destacam a importância da colaboração dos moradores na prevenção e no combate aos incêndios. “Práticas como evitar o descarte de bitucas de cigarro e a queima de lixo são fundamentais para proteger o meio ambiente”, afirmou o comandante-geral em exercício do CBMPE, coronel Iremberg Barros.
Já o diretor da CPRH, Eduardo Elvino, reforçou que qualquer sinal de novos focos deve ser comunicado imediatamente ao Corpo de Bombeiros para que o combate seja iniciado rapidamente.
Equipamentos e esforços
As equipes de combate têm utilizado picapes com tanques de água, mochilas costais e outros equipamentos, além de contar com apoio aéreo. A ação coordenada busca minimizar os danos em uma área essencial para a preservação ambiental e para o equilíbrio hídrico da região.
Enquanto o trabalho de combate segue, autoridades e especialistas continuam alertando para a necessidade de maior conscientização ambiental e ações preventivas para evitar tragédias como essas no futuro.
