
Como poderá Gravatá reduzir os casos da COVID-19 se a maioria da população não colabora? Nesta sexta-feira (28) uma multidão se aglomerou na frente da agência da Caixa Econômica Federal – CEF, situada na área central da cidade, diante de fiscalizadores. A maioria destas pessoas são beneficiárias de programas sociais, aposentados e pensionistas do INSS.
Durante toda semana milhares de pessoas foram à agência movimentar contas e fazer saques, gerando nítida aglomeração, sem o menor controle de distanciamento, aferição de temperatura, distribuição de máscara, ou sequer higienização das mãos.
Nas ruas das cidades idosos jogam dominó em praças, contemplam as baronensas do Rio Ipojuca. A maioria das pessoas circulam com a máscara no queixo ou cobrindo a cabeça como uma touca.
Semana passada, Gravatá chegou registrar mais de 200 casos da COVID-19 e neste mês diversas pessoas conhecidas morreram vítimas da doença, enquanto outras estão sufocadas em leitos de UTI. Só nesta sexta-feira foram registrados 54 novos casos da doença.
VISTA GROSSA:
Nas praças, jovens e adultos estão se aglomerando para tomar cachaça e fazer baderna. Na zona rural, várias chácaras estão promovendo eventos clandestinos, muitas vezes coibidos pela polícia quando existem denúncias; outras vezes os próprios moradores se negam denunciar.
Alguns supermercados registram aglomeração e manipulação de frutas e verduras. Enquanto as autoridades trabalham, a população faz vista grossa para o coronavírus.
