Já não é mais novidade para ninguém que as regras de isolamento social não são cumpridas em Gravatá. Comerciantes burlando fiscalização, entregadores trafegando em alta velocidade, bares abrindo na zona rural e longas filas em supermercados, casas lotéricas e, sobretudo, nos bancos.
Não se trata de falta de atenção do poder público, mas de pura necessidade da população. Alguns alegam que saem de casa para fazer compras, pagas contas e receber dinheiro, principalmente benefícios, aposentadores e o auxílio emergencial.
Há quem diga que os números de casos em Gravatá vão muito além do relatado pelos órgãos de controle, já que muitos infectados leves não procuram o serviço de saúde local, ficando na sombra da realidade dos casos confirmados, suspeitos ou descartados.
Na manhã desta quarta-feira (29) a nossa equipe registrou a típica imagem vista todos os dias no centro. Tráfego de veículos, estacionamentos lotados e muita gente tumultuada nas CAIXA e correspondentes bancários.
Essas imagens angustiam o prefeito Joaquim Neto (PSDB), a vigilância sanitária e o Ministério Público, que se desdobram para manter a ordem pública.
