
Na tarde desta segunda-feira (25), Gravatá deu um passo simbólico e poderoso na luta contra a violência de gênero ao inaugurar o Banco Vermelho na Praça da Matriz. A ação integra o movimento Agosto Lilás e é fruto da parceria entre a Prefeitura de Gravatá, através da Secretaria Municipal da Mulher, o Governo de Pernambuco e o Instituto Banco Vermelho.
Inspirado em um projeto iniciado na Itália, em 2016, o Banco Vermelho é pintado com a frase “Em memória de todas as mulheres vítimas de feminicídio”. O memorial, que permanecerá exposto por 30 dias, representa a ausência de vidas perdidas, mas também carrega a força da resistência e da denúncia pública contra o silêncio que cerca esses crimes.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, como a primeira-dama e secretária de Obras e Serviços Públicos, Viviane Facundes, representando o prefeito Joselito Gomes; a secretária municipal da Mulher, Ester Gomes; a gerente regional da Secretaria Estadual da Mulher, Poliana Soares; a promotora de justiça Fernanda Nóbrega; e a secretária de Assistência Social e Juventude, Gorete Silva.
O momento cultural foi protagonizado pelo grupo Elas Encantam, formado por mulheres atendidas pelas políticas públicas municipais, que apresentaram canções exaltando a força feminina e reforçando a mensagem de união e empoderamento.
Durante a solenidade, Poliana Soares destacou que o Banco Vermelho é uma ferramenta permanente de sensibilização social: “Ele mantém viva a discussão sobre a violência contra a mulher no cotidiano, lembrando que todos devemos agir para transformar essa realidade”, disse.
A secretária Ester Gomes reforçou o papel do município na proteção às vítimas: “Esse banco é um símbolo de acolhimento, de que nenhuma mulher está sozinha. Nossa gestão está comprometida em fortalecer essa rede de apoio”, afirmou.
Viviane Facundes, por sua vez, ressaltou o valor da cooperação entre os setores público e social: “Quando nos unimos, mostramos que o enfrentamento à violência de gênero é uma missão coletiva. O Banco Vermelho é um símbolo de memória, mas também de esperança”.
