
Uma ocorrência extremamente revoltante foi registrada nesta última sexta-feira, 6, na comunidade do CAIC, zona sul de Gravatá, agreste pernambucano. Um homem foi preso em flagrante após ser denunciado por maus tratos contra uma cadela que deu à luz há um dia.
A agressão gerou revolta dos protetores de animais e moradores da região. Nossa equipe manteve contato com a presidente do Projeto Rabitos, que resgata e cuida de animais de rua em situações delicadas. Josy Carneiro informou que o acusado precisou ser levado para delegacia de polícia após usar uma foice para tentar sacrificar o animal.
A agressão teria tido início às 17h30 quando o genro do acusado teria iniciado as agressões. Na delegacia, o acusado confessou para as autoridades que queria sacrificar a cadela para evitar que seu sofrimento fosse maior. Antes de ser preso, um morador levou o animal, deixado do lado de fora da residência, onde um grupo de pessoas estavam sentados aguardando a cadela morrer.
Bastante ferida, a cachorra foi levada para uma clínica particular, onde uma veterinária emitiu laudo atestando as condições gravíssimas do animal ferido. A filha do tutor da cachorra também precisou ser levada para delegacia após ter desacatado a autoridade policial. A envolvida contrariou a alegação do pai, afirmando que a agressão da cadela ocorreu após ela tentar atacar seu filho, o que revoltou o pai da criança.
A cadela segue internada e sendo acompanhada pelos projetos Anjos da Estação e Rabitos, que se mobilizam nas redes sociais para conseguir recursos para manter a cachorra internada na clínica particular, onde três dos filhotes foram levados para mamar. As doações podem ser feitas através do PIX [celular] (81) 99286-9553 / Mônica Magali de Souza Pereira.
SOBRE O ACUSADO:
Segundo informações, o acusado recebeu voz de prisão em flagrante e neste sábado (6) será encaminhado para audiência de custódia, que decidira pela manutenção da prisão ou soltura. Nosso site não obteve informações sobre o envolvido que deu início as agressões, se ele será ou não investigado e responsabilizado.

