
Está circulando nas redes sociais o desabafo de familiares ligados à Deci, uma gravataense que conseguiu sobreviver ao coronavírus, mas com sequelas. Por ter ficado alguns dias entubada numa UTI, Deci precisou continuar usando um dispositivo na garganta, conhecido TQT (traqueostomia), que serve como alternativa segura para respiração através de ventilação mecânica.
No dia 04 de março, quinta-feira da semana passada, uma médica foi acionada por volta das 9h para realizar procedimento no dispositivo introduzido na garganta da paciente (não se sabe se para troca ou higienização). Segundo familiares, mesmo sabendo dos possíveis riscos, a médica, que presta serviço em PSF da prefeitura, não levou nenhum instrumento que lhe auxiliasse numa emergência, e o pior aconteceu.
Daci teria passado mal e a médica não conseguiu introduzir a traqueostomia na garganta da vítima. Segundo relatos de familiares, a paciente passou mais de 60 minutos sem o suporte necessário, sendo preciso a própria médica socorrer a paciente em seu veículo particular. A família diz ter vídeos que comprovam a ocorrência. A paciente apesar de socorrida, não resistiu e morreu.
A família alega fielmente que houve erro médico e assim adotará todas as medidas legais para apuração do caso e devida responsabilização da pessoa culpada. “Não foi morte natural, não iremos nos calar. Do luto à luta. Lutaremos por justiça“, diz banner divulgado nas redes sociais.

O nome da médica não será divulgado pelo site, pois até o acionamento da justiça, a apuração do caso e um parecer das autoridades, ninguém pode ser considerado culpado. Havendo comprovação de erro médico, a médica será citada para esclarecimentos.
