Gravatá, Chã Grande e outras cidades: megaoperação mira grupo ligado ao tráfico, armas e lavagem de dinheiro em Pernambuco

Ação integrada cumpre dezenas de mandados, bloqueia até R$ 5 milhões e tenta desmontar uma organização criminosa com atuação dentro e fora do estado

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Uma ofensiva de grande porte foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 18 de março, para atingir uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, circulação ilegal de armas, roubos de cargas, ataques a veículos de transporte de valores e lavagem de dinheiro. A operação, batizada de Roça, também mira o patrimônio do grupo, com medidas judiciais para bloquear recursos financeiros, imóveis e veículos usados no esquema.

Os mandados são cumpridos em cidades como Gravatá, Chã Grande, Caruaru, Petrolina, Orocó, Pesqueira, Cabrobó, Surubim, Feira Nova, Tamandaré, Pombos e Bezerros, além de alvos em Palmas, no Tocantins, e Manaus, no Amazonas. A ação mostra que a estrutura investigada não se limitava a Pernambuco e mantinha alcance interestadual.

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Ao todo, a força-tarefa cumpre 15 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas de restrição patrimonial que podem chegar a R$ 5 milhões, além do sequestro de bens ligados aos investigados. A estratégia é enfraquecer não apenas a atuação operacional do grupo, mas principalmente sua base financeira.

As apurações começaram em 2023 e, ao longo da investigação, foi identificado um esquema considerado robusto e bem dividido. Segundo o que foi levantado, a organização tinha setores específicos para comando, logística e administração do dinheiro movimentado pelas atividades ilegais, o que ajudava a manter a continuidade do grupo e ampliar sua presença em diferentes regiões.

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Entre os pontos investigados está o uso de empresas de fachada e de terceiros para esconder a origem do dinheiro obtido com os crimes. Esse modelo, de acordo com os dados reunidos na investigação, permitia disfarçar a movimentação financeira e dificultava o rastreamento do patrimônio acumulado pela organização.

A ação foi desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE), formada pela Polícia Federal, Polícia Civil de Pernambuco, Polícia Militar de Pernambuco, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e Secretaria Nacional de Políticas Penais. A integração entre esses órgãos é tratada como peça-chave para atingir grupos com atuação ampla e estrutura sofisticada.

Além de interromper as atividades criminosas, a operação tenta atingir o centro de sustentação do esquema: o dinheiro. A expectativa é que a análise do material apreendido durante as buscas ajude a identificar novos envolvidos, aprofundar a investigação e abrir caminho para novas medidas nos próximos dias.

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