O governo federal propôs uma série de mudanças no programa Bolsa Família com o objetivo de aprimorar a fiscalização e assegurar que os benefícios sejam destinados aos que realmente necessitam. Entre as principais alterações estão a restrição para municípios com alta proporção de famílias unipessoais (que mora sozinho), a obrigatoriedade de inscrição e atualização cadastral em domicílio para esses casos, e o uso de biometria tanto na inscrição quanto na atualização dos dados.
Além disso, os cadastros desatualizados há mais de dois anos deverão ser obrigatoriamente revisados, e concessionárias de serviços, como energia elétrica e água, serão obrigadas a disponibilizar informações de seus bancos de dados para permitir o cruzamento de dados dos beneficiários.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, essas medidas visam combater irregularidades e assegurar a eficiência do programa, que, segundo a pasta, tem um impacto comprovado na redução da pobreza no Brasil. “Estamos reforçando a fiscalização para garantir que essa versão mais robusta do programa, inaugurada em 2023, efetivamente chegue em quem mais precisa”, declarou o comunicado oficial.
Especialistas apontam que as mudanças podem gerar maior confiabilidade no sistema, mas também alertam para o desafio de implementação, especialmente em regiões com pouca infraestrutura ou dificuldades de acesso. Famílias e gestores municipais aguardam mais detalhes sobre o cronograma e a execução das novas regras.
