
Uma auditoria conduzida pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) escancarou a precariedade na gestão da segurança pública em grande parte do estado. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (19), 97% dos municípios pernambucanos apresentam deficiências significativas na condução de políticas voltadas para o setor.
O estudo integra o Painel de Referência da Segurança Pública Municipal e analisou informações fornecidas por 169 prefeituras, por meio de um questionário estruturado. Com base nas respostas, o Índice de Gestão Municipal de Segurança Pública (IGMSeg) avaliou a atuação dos municípios em cinco pilares: orçamento, estrutura institucional, fiscalização, políticas públicas e capacitação.
A classificação considera quatro níveis: insuficiente (até 25%), inicial (até 50%), intermediário (até 75%) e aprimorado (acima de 76%). Conforme o levantamento, 80% das cidades participantes estão no nível mais baixo, enquanto 16,8% alcançaram desempenho inicial. Apenas a capital, Recife, superou a marca de 75%, sendo a única a atingir patamar acima da média estadual.
O TCE-PE pretende utilizar os dados para nortear ações de controle externo e orientar os gestores municipais na construção de políticas públicas mais eficazes. O levantamento também evidencia a urgência de investimentos e planejamento estratégico nos municípios, especialmente diante dos crescentes desafios relacionados à segurança nos centros urbanos e rurais de Pernambuco.
