
Um foragido da Justiça desde 2007 conseguiu avançar nas etapas do concurso para investigador da Polícia Civil de São Paulo, incluindo a fase de investigação social, que avalia a idoneidade dos candidatos. Cristiano Rodrigo da Silva, de 40 anos, foi preso no último dia 10 de março, quando compareceu à Academia da Polícia Civil, no Butantã, para realizar a prova oral.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL, Cristiano era procurado por homicídio e roubo desde novembro de 2007. Ele foi acusado de, junto a um comparsa, assassinar o comerciante José Roberto Nogueira Ferreira em 2006. A dupla clonou uma viatura da Polícia Civil e se passou por investigadores do 46º Distrito Policial (Perus) para abordar a vítima. Após roubar seu veículo, um Fiat Fiorino, os criminosos algemaram Ferreira e o levaram para Mairiporã, onde ele foi executado com tiros na cabeça. O carro foi incendiado após o crime. Seu comparsa foi preso e condenado a 14 anos e nove meses de prisão, mas Cristiano permaneceu foragido.
Mesmo com um mandado de prisão preventiva em aberto, o candidato conseguiu passar pela investigação social do concurso. Segundo a Polícia Civil, ele não poderia ser eliminado do certame, pois sua condenação ainda não havia transitado em julgado.
Cristiano havia obtido 52 pontos no exame escrito, destacando-se na prova de noções de direito, onde marcou 17 pontos. Ele também pontuou em outras áreas: 5 em informática, 6 em lógica, 13 em língua portuguesa e 11 em criminologia.
Sua trajetória no concurso, no entanto, foi interrompida quando a denúncia sobre seu mandado de prisão foi recebida. Ao comparecer à prova oral, ele foi detido no local e agora aguarda audiências de instrução, podendo ser julgado ainda este ano.
