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Flávio Bolsonaro não entrega passaporte à PF e autoridades investigam possível fuga para a Argentina

Senador deixou de cumprir prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Polícia Federal apura informações sobre uma suposta saída do Brasil pela fronteira argentina.

Foto: Agência Senado

A Polícia Federal (PF) investiga a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) ter deixado o território brasileiro após ser proibido de viajar para o exterior por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita ganhou força nesta terça-feira (27), quando terminou o prazo para que o parlamentar entregasse seu passaporte às autoridades, sem que a ordem tivesse sido cumprida.

A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, que estabeleceu as 11h desta terça-feira como horário limite para a apresentação do documento. A medida foi expedida na noite de domingo (25), mesmo dia em que Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Além de impedir viagens internacionais, Moraes ordenou o cancelamento dos passaportes brasileiros vinculados ao senador, incluindo documentos diplomáticos. A decisão também alcança o passaporte italiano de Flávio Bolsonaro, obtido em 2023, durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Polícia Federal apura informações sobre possível entrada na Argentina

Uma publicação de um jornal argentino levantou a suspeita de que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira brasileira em direção a Puerto Iguazú, na Argentina. A informação circulou durante a madrugada desta terça-feira e passou a ser verificada pelas autoridades.

Segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, investigadores brasileiros estabeleceram contato com representantes argentinos para tentar identificar eventuais registros migratórios relacionados ao senador.

Até o momento das informações divulgadas, entretanto, não havia confirmação oficial de que Flávio Bolsonaro tivesse ingressado em território argentino. A possível viagem permanece sob apuração.

Investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro

As restrições impostas ao parlamentar estão relacionadas a um procedimento investigativo que também envolve o advogado Willer Tomaz. O caso examina suspeitas de lavagem de dinheiro em um possível esquema financeiro envolvendo empresas ligadas ao advogado e plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets.

Outro ponto investigado pela Polícia Federal diz respeito à origem e à movimentação de recursos supostamente utilizados no financiamento da produção de Dark Horse, filme que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro figura formalmente como investigado no inquérito. As suspeitas ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades competentes e não representam uma conclusão de culpa.

Equipe do senador não se manifesta

A ausência de entrega do passaporte dentro do prazo judicial acrescenta um novo elemento ao caso. Paralelamente, os investigadores procuram esclarecer se houve alguma tentativa de deslocamento internacional após a imposição das medidas cautelares.

Procurada pelo g1 para comentar tanto o descumprimento do prazo quanto as informações sobre uma possível viagem à Argentina, a equipe de Flávio Bolsonaro não havia apresentado resposta até a divulgação das informações.

A investigação segue concentrada na verificação dos deslocamentos do senador e no esclarecimento das suspeitas financeiras que motivaram as determinações judiciais.

Palavras-chave: Flávio Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Polícia Federal, STF, passaporte de Flávio Bolsonaro, Flávio Bolsonaro Argentina, Puerto Iguazú, lavagem de dinheiro, Willer Tomaz, Dark Horse, eleições 2026, Jair Bolsonaro.

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