
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na sede da Polícia Federal em Brasília, nesta terça-feira (9), o senador Flávio Bolsonaro descreveu o encontro como “emocional” e reforçou a defesa pela transferência do pai para prisão domiciliar, alegando razões humanitárias.
Segundo Flávio, a defesa já protocolou o pedido e espera uma decisão com “bom senso e humanidade”. Ele relatou que encontrou o pai “mais disposto”, mas que a visita foi marcada por um “aperto no coração” diante do que considera uma “situação injusta”.
O senador também reafirmou sua pré-candidatura à Presidência da República, destacando que a decisão é “irreversível” e que já articula apoio entre lideranças políticas. Ele comentou ainda a repercussão de sua entrada na disputa e disse que o ex-presidente ficou satisfeito com os primeiros resultados de pesquisas.
Flávio explicou ainda declarações anteriores sobre um possível “preço” para desistência da candidatura, afirmando que a frase foi mal interpretada. “Meu preço é Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja, não tem preço”, disse. Ele voltou a defender a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, afirmando que a proposta deve ser votada pelo Congresso.
O senador também comentou o jantar realizado em sua residência na noite anterior, com líderes do PL, União Brasil e PP, e classificou a reunião como “positiva”. Ao ser questionado sobre a reação negativa do mercado financeiro à sua candidatura, Flávio atribuiu o cenário ao receio de uma nova vitória de Lula em 2026. Após a coletiva, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também visitou o ex-presidente.
