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Fim da escala 6×1 avança na Câmara e votação pode ocorrer até maio de 2026

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta — Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A proposta que pretende acabar com a jornada de trabalho no modelo 6×1 ganhou prazo definido na Câmara dos Deputados e pode chegar ao plenário até maio de 2026. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), anunciou que a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seguirá um calendário acelerado nas próximas semanas.

A primeira etapa será a indicação do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para acontecer ainda nesta semana. Caberá à comissão avaliar a admissibilidade do texto — ou seja, verificar se a proposta respeita os princípios constitucionais. A expectativa da presidência é concluir essa análise até o fim de março.

Se superar essa fase, a PEC seguirá para uma Comissão Especial, responsável por discutir o conteúdo da proposta em profundidade. Nesse momento, deputados deverão debater impactos econômicos, sociais e trabalhistas da mudança, além de analisar possíveis ajustes no texto.

A iniciativa é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL), que defende a revisão do modelo 6×1 — sistema em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter direito a um de descanso. O tema tem mobilizado sindicatos, especialistas e representantes do setor produtivo, já que pode provocar alterações significativas nas relações de trabalho e na organização das empresas.

Ao comentar o andamento da proposta, o presidente da Câmara indicou que o debate deverá incluir tanto trabalhadores quanto empregadores, com o objetivo de evitar decisões precipitadas e ampliar o diálogo entre os setores envolvidos.

Caso avance em todas as etapas, a PEC ainda precisará ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara e, posteriormente, passar pelo Senado. O tema promete dominar parte da agenda legislativa nos próximos meses e pode se tornar um dos principais debates trabalhistas do país em 2026.

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