
Neste sábado (27), O Festival da Alvorada celebra uma verdadeira vitória da tradição cultural. Grupos de maracatus de baque solto, coco de roda e ciranda se reúnem para uma grandiosa celebração, trazendo de volta a essência das sambadas, que atravessam à noite até o amanhecer. A programação será realizada no Parque dos Lanceiros, localizado às margens da BR-408, na cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte do Estado. A festa, aberta ao público, tem início às 19h e segue até às 6h da manhã do domingo (28). Ao todo, são mais de dez horas de apresentações culturais sem intervalo.
O festival, tradição no calendário da cultura do Estado, realizado anualmente, é um dos momentos mais esperados pelos amantes do maracatu rural e da cultura afro-brasileira. Este ano, moradores, turistas e amantes da cultura popular têm um encontro marcado, com um espetáculo de cores, evolução, poesia e ancestralidade com a presença do Maracatu de Baque Solto Leão da Boa Vista; Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante; Maracatu de Baque Solto Leão Formoso; e o Maracatu Cambinda Brasileira, que é Ponto de Cultura e Patrimônio Vivo de Pernambuco. Todos eles de Nazaré da Mata. Além desses, participa, também, o Maracatu Águia Formosa, da cidade de Tracunhaém.
“Este festival é um espetáculo lindo para se ver, prestigiar e emocionar. Um ritual que simboliza a resistência e perpetuação das nossas tradições, e que possui uma energia única, que ganha força durante a noite, culminando com um esplendor do raiar do dia. Todos os anos fico bastante emocionado” contou o mestre de maracatu, cirandadeiro e coordenador do evento, Mestre Bi.

Dentro da festa, haverá espaço para outras manifestações culturais da região canavieira, como a Ciranda Bela Rosa, do Mestre Bi; e o Coco de Fulô, ritmos reconhecidos como Patrimônios Culturais do Brasil, que traz, para o palco, suas danças, músicas e poesia, que reflete o amor, paixão e legado cultural do povo pernambucano, enriquecendo, assim, ainda mais a celebração.
“Apesar dos desafios que a nossa cultura viveu nos últimos anos, com a falta de investimentos, preconceitos e apagamento da nossa memória artística, aqui, é um momento para, juntos, fortalecermos nosso trabalho e seguir, na preservação, registro, documentação e memória social das nossas brincadeiras, que fazem parte da nossa história e que há séculos contribui com o nosso país” finalizou.
