
Empreendedoras e empreendedores negros, de áreas periféricas do Recife, participaram, sábado, 5, da “ Ojá Afro Sesc – 1ª feira do Afroempreendedorismo”, realizada pelo Sesc Santa Rita, localizado no Bairro de Santo Antônio. O local foi palco para venda de artigos para casa, moda pessoal, artes plásticas, bem-estar e gastronomia. Para agregar a programação comercial, também teve espaço dedicado à cultura pernambucana, que misturou música, dança e muita descontração, para as crianças e adultos.
“Pra mim foi um sucesso ter todos esses empreendedores, artistas e público, prestigiando o evento. As mulheres e homens negros recifenses são muitos criativos. Aqui, pudemos constatar a beleza nos olhos e sorrisos de cada participante, com a felicidade de poder trazer seus produtos para comercializarem dentro do nosso espaço. Esta é uma demonstração de apoio e acolhida que podemos fazer por todas elas e eles. A periferia carece desse apoio, e nós, do Sesc, temos total atenção para trazê-los cada vez mais para cá. Assim, pudemos fortalecer esse lindo trabalho de cada um deles” destacou a bibliotecária e idealizadora da feira, Renata
Além de poder visitar e comprar nos 37 estantes montados na feira, o público pode fazer aula de yoga, massagem e cortar cabelo. A professora aposentada, Lúcia Xavier, 64, moradora do bairro da Caxangá, no Recife, veio acompanhada da filha, Crislaine Xavier, 33. Elas aproveitaram a estrutura da feira para fazer as compras de presentes de natal para toda a família. “Tudo muito lindo o que encontramos aqui. A variedade dos produtos e preços foi o que mais nos animou. Estou levando uma lembrança para meus sobrinhos, filhos e irmãos” disse Lúcia.
Outra proposta inovadora do festival foi o curso de empreendedorismo, oferecido gratuitamente às pessoas interessadas em melhorar ou abrir o seu próprio negócio. A empreendedora Fernanda Gabrielle, de 30 anos, aproveitou a iniciativa para se capacitar, juntamente com o namorado. “Sou empreendedora, no ramo do mercado da beleza afro, e posso dizer que a palestra me trouxe muitos conhecimentos. Saio daqui com uma visão mais ampla de como posso melhorar o meu negócio” contou, animada.
A produtora cultural e palestrante da oficina sobre empreendedorismo, Eliz Galvão, da Liga Criativa, aproveitou a ocasião para reforçar a importância de criar e manter um um comércio de sucesso, com lucratividade e crescimento nas vendas. “É muito importante que as pessoas possam cada vez mais se capacitar. Porque isso vai ajudar a importância de empreender. Para além disso, vale salientar a necessidade de encarar com seriedade e autoconfiança para poder fazer com que o seu negócio aconteça.
A empreendedora e uma das expositoras da feira, Maria Conceição da Silva, moradora do bairro da Várzea, Zona Oeste da cidade, destacou que a feira foi uma oportunidade para incentivá-la a produzir mais produtos com foco para temática afro. “Eu sempre vendi produtos ligados ao artesanato, mas quando recebi o convite de vir para cá, comecei a fazer novos artigos. Ou seja, além do comércio, tem a valorização da etnia” disse.
