Ex-secretário mexicano afirma que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA e atribui operação a Marco Rubio
Simón Levy afirma que senador teria deixado o Brasil após derrota para Lula e recebido apoio de autoridades norte-americanas. Suposta fuga ainda não foi confirmada oficialmente pelos governos dos dois países.

O paradeiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (27), após o empresário e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, afirmar que o parlamentar já estaria nos Estados Unidos. Segundo o mexicano, a suposta saída do Brasil teria sido organizada com a participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
A declaração foi publicada nas redes sociais por volta das 15h30, menos de 48 horas depois da derrota de Flávio Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
De acordo com Levy, o senador teria chegado em segurança ao território norte-americano e passaria a atuar politicamente a partir dos Estados Unidos, liderando a oposição ao governo Lula. O empresário, entretanto, não apresentou documentos ou outros elementos que comprovassem a participação de Marco Rubio na suposta operação.
Pouco depois da primeira publicação, Simón Levy voltou às redes sociais e afirmou que a movimentação teria recebido o nome de Operação Alba. A denominação também não foi confirmada por autoridades brasileiras ou norte-americanas.
Suposta saída de Flávio Bolsonaro repercute após derrota eleitoral
A possível viagem internacional do senador ocorre em meio às consequências políticas e judiciais de sua derrota nas eleições presidenciais de 2026.
A agência internacional Reuters também foi apontada como responsável por divulgar informações sobre a saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro. Apesar disso, até o momento, não existe confirmação oficial dos governos do Brasil ou dos Estados Unidos sobre a chegada do parlamentar ao país norte-americano.
Simón Levy, responsável pelas declarações que ampliaram a repercussão do caso, é empresário e advogado. Ele se apresenta publicamente como aliado próximo de Donald Trump e do movimento MAGA, expressão associada ao slogan político Make America Great Again.
A assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada pela Agência Brasil para comentar as informações, mas não havia apresentado esclarecimentos até a última atualização.
Passaportes de Flávio Bolsonaro foram cancelados pela Polícia Federal
A situação do senador também envolve uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
A medida judicial foi adotada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. O procedimento tramita sob segredo de justiça.
Embora o conteúdo integral da decisão não tenha sido divulgado, o próprio senador tornou pública a existência da ordem judicial por meio de suas redes sociais.
Segundo as informações disponíveis, Flávio não entregou os documentos no prazo estabelecido. Diante do descumprimento, a Polícia Federal realizou o cancelamento dos passaportes do parlamentar.
Participação do governo americano permanece sem confirmação
A possibilidade de uma operação internacional envolvendo um senador brasileiro investigado pelo STF levanta questionamentos sobre as circunstâncias de sua eventual saída do país.
Entretanto, as alegações sobre uma articulação liderada por Marco Rubio continuam restritas às declarações de Simón Levy, sem comprovação oficial apresentada até o momento.
Também não foram divulgados esclarecimentos sobre como Flávio Bolsonaro teria realizado a viagem, considerando a determinação judicial relacionada aos seus documentos.
Enquanto não houver confirmação das autoridades competentes, a localização do senador e as circunstâncias de sua suposta chegada aos Estados Unidos permanecem sem esclarecimento oficial.
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