
O ex-médico Lauro Estevão Vaz, de 64 anos, acusado de provocar o incêndio no apartamento de sua mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, se tornou réu e teve sua prisão temporária convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A decisão foi tomada após a Corte acolher a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), fundamentada em um inquérito conduzido pela Polícia Civil (PCDF).
De acordo com as investigações, declarações de testemunhas e um laudo pericial criminal elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) indicam que o fogo começou no quarto onde a idosa estava acamada. Além disso, foi encontrada uma substância inflamável, conhecida como thinner, no interior do veículo do ex-médico, que será submetida à perícia.
O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) concluiu que a causa da morte de Zely Alves Curvo foi “asfixia devido à inalação de gases provenientes de combustão”, confirmando a gravidade do crime.
O juiz responsável pelo caso destacou que Lauro Estevão Vaz já foi alvo de denúncias por outros crimes, reforçando o perigo de seu retorno ao convívio social, o que poderia gerar “enorme perplexidade e fomentar o sentimento de impunidade”. A possibilidade de fuga do réu também foi considerada na decisão de manter a prisão preventiva.
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