
Os Estados Unidos enviaram dois bombardeiros supersônicos B-1B Lancer para a Península Coreana, nesta quinta-feira (20), em um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul. A ação foi interpretada como uma demonstração de força contra a Coreia do Norte, que segue ampliando seu arsenal nuclear.
As aeronaves partiram da base aérea de Guam, no Oceano Pacífico, e participaram do treinamento ao lado de caças americanos F-16 e F-35B, além de jatos sul-coreanos F-15K e F-35A. Segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, a operação teve o objetivo de fortalecer a prontidão militar da aliança diante das ameaças de Pyongyang.
O B-1B Lancer é um bombardeiro estratégico com capacidade para transportar até 34 toneladas de bombas e mísseis, voando a velocidades supersônicas de Mach 1,2. Apesar de não estar mais equipado para ataques nucleares desde 2007, a aeronave segue como peça-chave na estratégia de dissuasão dos EUA.
Esse foi o primeiro exercício militar bilateral entre EUA e Coreia do Sul em 2025. No mês passado, ambos os países já haviam realizado um treinamento trilateral com o Japão, reforçando sua cooperação militar na Ásia. A movimentação ocorre em meio ao crescimento das tensões na região, com o ditador Kim Jong-un rejeitando qualquer possibilidade de desarmamento nuclear.
O Tenente-General David Iverson, comandante da Sétima Força Aérea dos EUA na Coreia do Sul, destacou a importância das operações conjuntas. “Cada vez que nossas forças planejam e executam missões em conjunto, fortalecemos nossa capacidade de defesa e aumentamos a prontidão da aliança”, afirmou.
Já o Ministério da Defesa sul-coreano reiterou que as manobras são uma resposta direta às ameaças norte-coreanas e uma forma de consolidar a aliança com o Ocidente. Enquanto isso, a Casa Branca reafirma que a desnuclearização da Coreia do Norte continua sendo uma prioridade dos EUA, especialmente sob a gestão de Donald Trump.
