
Uma estudante de 15 anos foi atingida no olho por uma bala de gel enquanto assistia aula na Escola Prof. Fontainha de Abreu, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, nesta segunda-feira (9). O disparo foi feito por um grupo de jovens que teria subido no muro da instituição de ensino e surpreendido os alunos dentro da sala.
A vítima, identificada como Dafne, aluna do 8º ano do Ensino Fundamental, precisou ser encaminhada para a Fundação Altino Ventura, onde recebeu atendimento médico. Ela relatou ardor, dor no olho atingido e dores de cabeça persistentes ao longo do dia.
O uso de armas de gel, conhecidas como “gel blasters”, tornou-se uma febre nas periferias da Região Metropolitana do Recife. Relatos de confrontos envolvendo esses dispositivos se multiplicam, gerando receio entre moradores. Em alguns casos, as “guerras” de gel, organizadas por meio de redes sociais, reúnem até 70 participantes de uma só vez.
O número de feridos pela “brincadeira” já ultrapassa 50 pessoas, incluindo casos graves. No último dia 25 de novembro, uma disputa no Córrego do Abacaxi, em Olinda, terminou em tragédia, com uma pessoa morta.
Proibição avança em Pernambuco
Diante da crescente violência, um Projeto de Lei foi apresentado à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) visando proibir a comercialização e o uso das armas de gel no estado. Na terça-feira (10), a cidade de Paulista se tornou a primeira a implementar a proibição. Estabelecimentos que continuarem vendendo o item estarão sujeitos a multas, suspensão do alvará de funcionamento e outras sanções.
Moradores do Recife e cidades vizinhas, como Olinda, aguardam ações mais efetivas para conter o uso indiscriminado das “gel blasters” e prevenir novas ocorrências trágicas, como a que atingiu Dafne. Autoridades reforçam o alerta sobre os perigos e a necessidade de conscientização sobre o tema.
