
Um projeto inusitado, criativo e cheio de dedicação tem chamado a atenção de internautas e motociclistas de todo o Nordeste. Hector Diego, de 19 anos, estudante de física da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), construiu sozinho uma réplica de uma motocicleta de luxo feita inteiramente de papelão e materiais recicláveis. A criação ganhou destaque nacional após viralizar nas redes sociais.
Morador da cidade de Cuité, no interior da Paraíba, Hector levou cerca de 55 dias para concluir o projeto, aproveitando finais de semana e dias livres das aulas. Inspirado pelo artista Henry Gonçalves, conhecido por trabalhos similares, o estudante decidiu pôr à prova suas habilidades com o artesanato — uma paixão antiga — e criou a réplica de uma Africa Twin CRF 1100, da Honda, na versão MT.
Cada detalhe da moto foi cuidadosamente planejado. Hector desenhou, calculou medidas e utilizou como base materiais reaproveitados: 15 caixas de fogão, quatro de bicicletas, além de grandes embalagens de armários. Parte das caixas foi doada por conhecidos, outras encontradas nas ruas e atrás de lojas.
Além do papelão, a moto conta com vergalhão para sustentação, tubos metálicos, canos, motor elétrico para simular o funcionamento dos pistões, fios, LED para os faróis e interruptores que acionam o sistema elétrico. A estrutura, apesar de artesanal, possui acabamento que impressiona pela semelhança com motos reais.
Com o avanço da montagem, Hector começou a compartilhar o processo nas redes sociais. O sucesso veio de forma repentina: um dos vídeos, publicado quando a moto estava quase pronta, ultrapassou três milhões de visualizações no TikTok em menos de 24 horas. Desde então, a réplica tem atraído visitantes de várias regiões, especialmente motociclistas curiosos para conferir a engenhosidade do jovem paraibano.
Apesar de ainda faltar pequenos ajustes para finalizar completamente o projeto, Hector já celebra o reconhecimento. Além da repercussão online, seu trabalho tem contribuído para valorizar o artesanato, a criatividade e o reaproveitamento de materiais como alternativas sustentáveis e artísticas.
Ele, que também organiza eventos e sonha com uma carreira acadêmica, prova que ciência e arte podem andar juntas — com muito talento e papelão.
