
Uma investigação chocante revelou que a empresa Tem Di Tudo Salvados, localizada em Três Rios (RJ), comprou carnes que estavam deterioradas após as enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, causando mais de 200 mortes e diversos desaparecidos. As proteínas ficaram submersas por vários dias nas águas contaminadas antes de serem adquiridas sob o pretexto de transformação em ração animal.
No entanto, as apurações da Operação Carne Fraca indicam que as carnes — incluindo bovina, suína e de aves — foram manipuladas para esconder os danos causados pelas enchentes e revendidas a açougues e mercados de diferentes estados. As autoridades, no entanto, não divulgaram detalhes sobre os métodos utilizados para maquiar os produtos.
Quatro pessoas foram presas na última quarta-feira (22) em decorrência do esquema, que colocou em risco a saúde pública em larga escala. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e rastrear os mercados afetados.
Como identificar carne estragada e garantir segurança alimentar
Para evitar fraudes como essa, é fundamental saber identificar sinais de deterioração na carne. Fique atento a mudanças na cor, odor forte e textura pegajosa, além de evitar produtos com embalagens danificadas ou que apresentem sinais de violação. Manter a carne refrigerada corretamente e observar prazos de validade também são medidas essenciais.
Frigoríficos e empresas que comercializam alimentos são obrigados a seguir rigorosas normas sanitárias, como o controle de temperatura e inspeções regulares, para garantir a qualidade dos produtos. Em caso de suspeita de fraude ou problemas de qualidade, é fundamental denunciar aos órgãos competentes.
