
O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de intensas oscilações nesta terça-feira (29), com o dólar comercial fechando em R$ 5,756, o maior valor desde março de 2021, em meio a incertezas internas e pressões externas. A moeda norte-americana, que caiu pela manhã, voltou a subir à tarde, com elevação de R$ 0,053 (+0,92%), influenciada por falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e tensões políticas nos Estados Unidos.
Durante o dia, a cotação do dólar chegou a R$ 5,69, mas disparou com declarações de Haddad, que admitiu que o pacote de cortes de gastos ainda não possui dados fechados ou data de divulgação, o que gerou preocupação entre investidores. A reunião entre Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, originalmente prevista para quarta-feira, foi antecipada para a noite de terça, aumentando as expectativas sobre novas direções para a política econômica.

O cenário externo também contribuiu para a pressão no câmbio. Em meio a tensões eleitorais nos EUA, a possível vitória do candidato republicano Donald Trump e a expectativa de novas tarifas comerciais reforçaram o dólar globalmente, afetando não apenas o real, mas também moedas como o peso chileno e o peso colombiano, que sofreram desvalorização expressiva.
No mercado de ações, o índice Ibovespa refletiu o clima de instabilidade e encerrou o dia com queda de 0,37%, aos 130.730 pontos. A Bolsa de Valores chegou a operar em alta na abertura, mas inverteu o movimento ainda pela manhã, encerrando próxima da mínima do dia. A volatilidade aponta para um aumento da cautela entre investidores, atentos às incertezas internas e à tensão do cenário internacional.
Em outubro, o dólar acumula alta de 5,75%, e o cenário para os próximos dias é de cautela e possíveis novas oscilações no mercado, enquanto investidores aguardam definições sobre a política fiscal do governo e o desdobramento das eleições norte-americanas.








