
Com duas vagas ao Senado em jogo para as eleições de 2026, Paulo Câmara, atual presidente do Banco do Nordeste (BNB) e ex-governador de Pernambuco, surge como um dos principais nomes para a disputa. Nome forte dentro do PSB e aliado de Lula, Câmara é visto como uma escolha natural, graças à sua experiência política e às duas vitórias no primeiro turno nas eleições para governador. A capacidade de articulação e o apoio consolidado na região Metropolitana colocam-no em posição vantajosa para conquistar uma das vagas.
Por outro lado, Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, é um nome influente no Sertão e também é cotado para a corrida ao Senado. Com amplo apoio na região, Miguel tem força para unir lideranças do interior e fortalecer uma eventual chapa de oposição alinhada com João Campos. No entanto, a disputa interna e a busca por apoio na região Metropolitana podem ser obstáculos para a sua candidatura, com outros políticos locais querendo assegurar espaço na chapa majoritária.

A governadora Raquel Lyra, que se coloca como opositora ao PSB, enfrenta o desafio de consolidar uma candidatura forte no Sertão que possa equilibrar o apoio a Miguel Coelho. Uma alternativa viável seria apoiar Guilherme Coelho ou Júlio Lóssio para tentar conter a influência dos Coelho na região. No entanto, a base eleitoral de Miguel em Petrolina, impulsionada pelo seu histórico como gestor, torna o cenário mais complexo para Lyra no interior do estado.
Assim, o cenário para o Senado em Pernambuco em 2026 ainda se desenha incerto, especialmente em relação ao posicionamento dos principais líderes e à capacidade de unir forças políticas no estado. A grande questão permanece: quem os senadores eleitos estarão apoiando – João Campos, com a força do PSB e o apoio federal, ou Raquel Lyra, na tentativa de contrabalancear essa influência? A resposta será determinante para o futuro político do estado.








