
Neste sábado (15) é celebrado o Dia de São Longuinho, o santo conhecido popularmente por ajudar a encontrar objetos perdidos. Segundo a tradição, quem deseja a intercessão do santo deve prometer três pulinhos como forma de agradecimento caso consiga recuperar o que procura. Mas de onde vem essa crença?
Quem foi São Longuinho?
Antes de ser reconhecido como santo, Longuinho foi um soldado romano presente na crucificação de Jesus. De acordo com relatos cristãos, ele era um centurião, oficial responsável por comandar um grupo de soldados.
Para verificar a morte de Jesus na cruz, Longuinho teria perfurado seu corpo com uma lança, conforme era o costume romano. No momento do golpe, gotas do sangue de Cristo teriam caído sobre seus olhos, curando-o de um problema crônico de visão. Após essa experiência, ele se converteu ao cristianismo, abandonou a vida militar e passou a pregar o evangelho, estabelecendo-se na Capadócia, na atual Turquia.
O nome “Longuinho” tem origem na palavra latina “longinus”, que era o nome de um tipo de lança romana – uma referência direta ao episódio da crucificação.
Por que São Longuinho é o santo dos objetos perdidos?
Não há registros na Bíblia ou em documentos oficiais da Igreja que associem São Longuinho à busca por coisas perdidas. No entanto, a crença se popularizou ao longo dos anos, possivelmente por dois motivos:
1️⃣ Como ele “encontrou” a verdadeira fé ao testemunhar a crucificação de Jesus, passou a ser invocado para ajudar na busca por objetos perdidos.
2️⃣ Sua cura ocular pode ter sido interpretada como um “dom de visão”, tornando-o um santo associado à habilidade de enxergar e encontrar coisas que outros não conseguem.
A origem dos três pulinhos
A tradição de dar três pulinhos como forma de agradecimento a São Longuinho faz parte do catolicismo popular, mas não tem origem oficial na Igreja Católica. A prática foi sendo transmitida entre os fiéis e se consolidou ao longo do tempo como um gesto de devoção ao santo.
Independentemente da origem, São Longuinho continua sendo um dos santos mais lembrados pelos devotos, especialmente naqueles momentos de desespero ao perder algo importante.
