
O deputado estadual Waldemar Borges fez duras críticas à gestão da governadora Raquel Lyra devido à aquisição de merenda escolar por meio de dispensas de licitação. Segundo ele, desde 2023, o governo já realizou três compras emergenciais sem demonstrar intenção de abrir um processo licitatório regular para a compra de gêneros alimentícios para as escolas estaduais. De acordo com o levantamento apresentado pelo parlamentar, os contratos firmados por dispensa de licitação somam cerca de R$ 200 milhões.
Borges também denunciou que, na segunda dispensa, a empresa inicialmente vencedora foi inabilitada por decisão do secretário de Educação, Gilson Monteiro, o que teria causado um aumento de R$ 9,5 milhões no custo final da compra. “Essa estranha inabilitação resultou em um acréscimo milionário para o Estado. A empresa chegou a obter uma liminar favorável na Justiça Estadual. É essencial que essa decisão monocrática tenha suas razões publicamente esclarecidas”, cobrou o deputado.
Críticas também à demora em kits escolares e intercâmbio
O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Diogo Moraes (PSB), reforçou as críticas à gestão estadual, apontando atrasos na entrega dos kits escolares. “É inacreditável que um processo licitatório iniciado em fevereiro de 2024 ainda não tenha sido concluído um ano depois”, afirmou.
Já o deputado Rodrigo Farias (PSB) destacou problemas no Programa Ganhe o Mundo, que oferece intercâmbio para estudantes da rede estadual. Segundo ele, há alunos que foram selecionados, mas ainda não receberam passagens e passaportes. “Enquanto isso, aqui na capital, João Campos fez do Recife a primeira cidade a enviar estudantes da rede municipal para o exterior”, comparou, fazendo referência à iniciativa do prefeito da capital pernambucana.
As críticas intensificam o embate entre governo e oposição, trazendo à tona questionamentos sobre a transparência e a eficiência da gestão estadual na área da educação.
