
O deputado estadual Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), solicitou nesta quinta-feira (23) a demissão do secretário interino de Educação, Gilson José Monteiro Filho. Borges apontou uma série de problemas na gestão da pasta, que teriam culminado na saída do ex-secretário Alexandre Schneider.
Borges criticou a condução da Educação estadual, citando como exemplos a dispensa emergencial de merenda escolar para 135 escolas e o adiamento de uma licitação de R$ 58 milhões para kits escolares. “É um desmantelo completo. O ex-secretário saiu há mais de duas semanas, e não há substituição à vista. Quem está interinamente é protagonista da bagunça que se instalou na Educação”, afirmou.
Alexandre Schneider, que permaneceu apenas seis meses no cargo, teria deixado a pasta após conflitos com Gilson Filho, aliado próximo da governadora Raquel Lyra (PSDB) desde sua gestão em Caruaru. Schneider também alegou “valores pessoais e profissionais inegociáveis” em carta de exoneração enviada à governadora.
O parlamentar destacou ainda que Schneider, ao anunciar sua saída, admitiu não ter tratado diretamente da questão da merenda escolar, levantando dúvidas sobre quem estava à frente dessa responsabilidade. “Se ele, que era o secretário, não cuidava, quem cuidava? Deve ser o Gilson”, questionou Borges.
A crise na Educação ocorre a poucos dias do início do ano letivo, gerando preocupação entre parlamentares e gestores escolares sobre o impacto da falta de organização e planejamento na rede estadual de ensino.
