
Pressionado pelas críticas nas redes sociais após votar a favor da chamada PEC da Blindagem, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) veio a público para se explicar. Em vídeo publicado nas redes, o pernambucano reconheceu que sua decisão “não representou o melhor caminho” e pediu desculpas aos eleitores pelo apoio à proposta, que limita a abertura de processos penais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF).
A PEC foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados — com 353 votos favoráveis no primeiro e 344 no segundo — e agora segue para análise no Senado, onde já enfrenta resistência. No centro da polêmica está a tentativa de restabelecer o voto secreto para decisões sobre processos contra congressistas, medida vista por críticos como um retrocesso na transparência parlamentar.
Pedro Campos, irmão do prefeito do Recife, João Campos, justificou seu voto como parte de uma estratégia para proteger pautas de interesse do governo Lula, como a ampliação da tarifa social de energia e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Contudo, admitiu que a PEC foi distorcida no processo legislativo.
“A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com a manobra para voltar o voto secreto que já tínhamos derrubado em votação”, afirmou o deputado. “Por isso, tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho. Saímos derrotados na votação da PEC e na votação da anistia.”
Agora, Pedro Campos afirma estar entre os parlamentares que assinaram um mandado de segurança no STF pedindo a anulação da votação e da manobra que resultou na volta do voto secreto. A atitude demonstra um reposicionamento do deputado diante da repercussão negativa e do descontentamento dos eleitores pernambucanos que acompanham de perto sua atuação em Brasília.
