
Desde a prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, na última quarta-feira (4), fãs, familiares e jornalistas se reúnem em frente à Colônia Penal Feminina do Recife, no bairro da Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. A expectativa pela soltura de Deolane é grande, mas até o momento, ela permanece detida.
Deolane foi presa em um hotel de luxo no bairro São José, área central do Recife, pela Polícia Civil de Pernambuco. A advogada é suspeita de envolvimento em uma organização criminosa que praticava lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online. Sua detenção gerou intensa mobilização de seguidores, que se aglomeram na entrada do presídio pedindo justiça e a soltura da influenciadora, que possui mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais.
Cartazes com frases como “#Solta a mãe Deolane” e “A mãe tá estourada, esquece” foram feitos pelos fãs, expressando apoio à influenciadora. O tumulto que se formou na tarde desta sexta-feira (6) exigiu reforço da segurança, com viaturas do Grupo de Operações Especiais (GOE) sendo deslocadas ao local.
As irmãs de Deolane, Dayanne e Daniele Bezerra, visitaram a influenciadora nesta tarde. Questionada sobre a situação do habeas corpus, Dayanne afirmou que “não há nenhuma informação no sistema” e que estavam ali para conversar com a irmã. Além das irmãs, diversos advogados, incluindo profissionais de São Paulo, foram ao presídio para discutir o caso.
O advogado César Sales, que acompanha a defesa, afirmou que as notícias sobre uma possível liberação por habeas corpus são infundadas. “O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ainda está analisando o caso e definindo qual desembargador será responsável pelas decisões. Esses boatos e a euforia só atrapalham“, explicou.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap), Deolane está em uma cela reservada para garantir sua segurança. A Colônia Penal Feminina do Recife é destinada a presas provisórias e, segundo um relatório de 2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a unidade opera com uma taxa de ocupação de 190%, abrigando 542 detentas em um espaço projetado para 285 vagas.
