Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora pernambucana foi alvo de ação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo; investigação também mira familiares de Marcola

Foto: divulgação

A influenciadora digital e advogada pernambucana Deolane Bezerra voltou ao centro de uma grande investigação policial após ser presa na manhã desta quinta-feira (21), durante uma operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação, batizada de Operação Vérnix, é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil paulista. Além de Deolane, as investigações também atingem pessoas apontadas como integrantes ou associadas à maior facção criminosa do país.

Entre os alvos está Marco Herbas Camacho, conhecido nacionalmente como Marcola, apontado como líder máximo do PCC e preso desde 1999. O irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos também são investigados. Segundo a polícia, os familiares estariam fora do Brasil.

Ao todo, a Justiça autorizou seis mandados de prisão preventiva dentro da operação.

As investigações apontam que uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para movimentações financeiras suspeitas atribuídas ao grupo criminoso.

Além da influenciadora, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, e um contador também foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Equipes policiais estiveram na residência da advogada em Barueri, na Grande São Paulo, além de outros imóveis ligados a ela.

Antes da prisão, Deolane estava em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para alertas internacionais de localização de investigados. Ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20).

Esta não é a primeira vez que a influenciadora enfrenta problemas judiciais. Em setembro de 2024, ela foi presa no Recife durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo jogos de azar.

Meses depois, em fevereiro deste ano, a Justiça Federal de Pernambuco anulou decisões tomadas na investigação anterior e determinou que o material produzido pela polícia pernambucana fosse enviado para a Polícia Federal.

As autoridades ainda investigam qual seria a participação de cada alvo no esquema financeiro ligado à facção criminosa.

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