
O debate realizado na noite desta terça-feira (1º) pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação reuniu os principais candidatos à prefeitura do Recife e foi marcado por uma atmosfera de civilidade, apesar de questionamentos incisivos direcionados ao atual prefeito, João Campos (PSB). Mediado pela jornalista Anne Barretto, o encontro proporcionou aos eleitores uma visão clara das críticas e propostas dos postulantes ao cargo.
No primeiro bloco, os candidatos fizeram perguntas livres entre si. Gilson Machado (PL) abriu a rodada questionando João Campos sobre supostas irregularidades nas creches municipais, tema central de sua campanha. Machado citou uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado e punições recebidas na Justiça Eleitoral, alegando que teve seu guia de campanha “calado” por tocar no assunto.
Em resposta, João Campos defendeu sua gestão, apontando que Gilson já acumula 313 punições na Justiça Eleitoral, sendo o candidato mais penalizado entre todas as capitais do país. Campos acusou o adversário de disseminar “informações falsas” e tentar “enganar a população”.
Já o atual prefeito dirigiu sua pergunta a Técio Teles (Novo), questionando-o sobre propostas para infraestrutura e drenagem, desafios históricos da cidade. Teles rebateu criticando a longevidade do PSB no poder. “Seu governo está na prefeitura há 12 anos, quando junta com o PT, são 24 anos”, afirmou o candidato do Novo.
Daniel Coelho (PSD) também aproveitou sua fala para criticar João Campos, mencionando que “nos últimos 12 anos, Recife se tornou a capital mais desigual do Brasil”. Gilson Machado, por sua vez, reforçou as críticas ao prefeito e afirmou que a cidade está em um estado de “walking dead”, em referência à série sobre zumbis.
Apesar das trocas de críticas, o clima do debate foi considerado respeitoso. Três pedidos de direito de resposta foram feitos, dois por Gilson Machado e um por Dani Portela, mas todos foram negados pela organização.
