
Enquanto centenas de famílias em situação de vulnerabilidade encontram diariamente uma refeição garantida em Chã Grande, agricultores locais também celebram a segurança de uma renda fixa. Essa realidade é possível graças ao funcionamento das Cozinhas Comunitárias, que juntas distribuem cerca de 4 mil refeições todos os meses no município.
Com duas unidades em operação — uma no bairro Matadouro e outra no prédio do Centro de Convivência de Idosos (CCI) — o projeto atende principalmente quem mais precisa, ao mesmo tempo em que fortalece a agricultura familiar por meio de uma cadeia de fornecimento organizada e remunerada.
As refeições distribuídas são produzidas com alimentos adquiridos diretamente de pequenos agricultores da região, dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma parceria entre a Prefeitura de Chã Grande, o Governo de Pernambuco e o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Agrário, Joseildo Martins, o programa tem impacto direto na segurança alimentar dos beneficiados. Ele explica que os alimentos oferecidos são de qualidade e vêm diretamente da zona rural: “Garante o direito à alimentação de quem mais precisa, com produtos frescos, da terra para a mesa”.
A agricultora Vangélica Severina, participante ativa do programa, relata a satisfação de ver sua produção alimentar moradores de sua própria cidade. “É gratificante plantar, colher e saber que o que a gente produz está alimentando tanta gente. A gente até conta os dias pra chegar a segunda-feira e poder entregar”, compartilha.
Além da função social, o programa também representa estabilidade para os produtores rurais. Muitos destacam que, diferente da comercialização incerta na Ceasa, no PAA o pagamento é garantido e valorizado. “Aqui a gente sabe que vai receber certinho. Isso faz toda a diferença”, conclui Vangélica.
O projeto das Cozinhas Comunitárias em Chã Grande se consolida como exemplo de política pública que alia combate à fome com fortalecimento da economia local, promovendo dignidade para quem planta e para quem se alimenta.
