
A água desempenha um papel essencial na vida e manutenção da saúde. No entanto, quando a qualidade dela é comprometida, pode trazer sérias consequências para o bem-estar da população. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020, 15 mil pessoas morrem e 350 mil são internadas anualmente, no Brasil, em decorrência de doenças relacionadas à precariedade do saneamento básico.
A água pode ser infectada por diversos agentes transmissores de doenças, como bactérias, vírus e parasitas, e produtos químicos tóxicos. Algumas das principais fontes que contribuem para a contaminação são o lançamento inadequado de esgoto e resíduos industriais, a disposição inapropriada de substâncias sólidas, vazamentos de produtos químicos em rios, lagos e aquíferos e falhas no sistema de abastecimento de água pela falta de tratamento.
Segundo a coordenadora do curso de Biomedicina da UNINASSAU Petrolina, Aida Brandão, infecções intestinais, parasitoses, doenças de pele, diarreia, leptospirose, hepatite A e dengue podem ser facilmente adquiridas com o consumo desse tipo de água. “Parasitas intestinais, os famosos vermes, muitas vezes, chegam até o homem a partir do consumo do líquido contaminado. Isso pode ocorrer de forma direta, ingerindo-o para hidratar-se, ou indireta, a partir da lavagem de alimentos, por exemplo”, explica.
A biomédica orienta como prevenir que essas infecções e doenças sejam adquiridas ou desencadeadas e se proliferem. “É importante observar se a água consumida possui odores ou cores. Caso apresente esses aspectos, é altamente recomendado realizar o descarte imediato e sinalizar a autoridade competente – geralmente, uma empresa local responsável pelo tratamento e pela distribuição desse serviço. Além disso, é crucial realizar a higienização adequada das mãos e dos alimentos a serem consumidos”, afirma Aida.
A prevenção de doenças relacionadas à água é fundamental para garantir a saúde da população. A preservação de mananciais e lençóis freáticos, o descarte adequado de lixo, o tratamento apropriado da água para consumo e o acesso ao saneamento básico são medidas essenciais para ajudar a minimizar a contaminação deste bem. Além disso, manter as práticas seguras de higiene contribui na prevenção da propagação dessas doenças.
