
Na tarde da última segunda-feira (22/08), no Recife, aconteceu a primeira reunião ampliada do Núcleo Permanente de Ações Integradas do Combate à Violência nos Estádios de Futebol (NUDTOR), promovida pela Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Este encontro reuniu dirigentes de todos os órgãos de segurança do Estado, representantes de clubes, da Federação Pernambucana de Futebol, e instituições do Sistema de Justiça para discutir e traçar novas diretrizes na luta contra a violência nos estádios.
Durante a reunião, foram apresentadas as primeiras diretrizes do núcleo, que incluem a agilidade no cadastramento das torcidas organizadas pelos clubes e a implantação de sistemas de reconhecimento facial nos estádios, conforme previsto na Lei Geral do Esporte (14.497/2023). “É papel do Ministério Público cobrar o cumprimento da lei, que prevê medidas de combate à violência”, destacou o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho.
O procurador ressaltou ainda os desafios enfrentados em controlar a violência associada às torcidas e as várias infrações que ocorrem durante os eventos esportivos, como crimes de homicídios, lesões corporais graves, e outras infrações que afetam a segurança pública e o bem-estar dos cidadãos. “Continuaremos trabalhando para que esses criminosos efetivamente cumpram as penas previstas em lei”, afirmou Carvalho.
Além disso, foi estabelecida uma agenda para novos encontros com grupos específicos, incluindo órgãos de segurança e representantes dos clubes, com o objetivo de debater e ouvir sugestões sobre a implementação das novas medidas de segurança. O Promotor de Justiça Antônio Augusto Arroxelas, coordenador do NUDTOR, enfatizou a urgência das ações. “Os clubes têm até junho de 2025 para adotar o reconhecimento facial nos acessos”, explicou.
A reunião também contou com a presença de importantes figuras do cenário esportivo e jurídico, incluindo o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, que defendeu medidas como a prática de torcida única nos jogos para minimizar riscos de confrontos. A iniciativa do MPPE recebeu amplo apoio de diversas instituições, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco, o Tribunal de Justiça, as Polícias Civil e Militar, e representantes dos clubes Sport, Náutico e Santa Cruz.
Este esforço coletivo busca não apenas a melhoria da segurança nos eventos esportivos mas também fomentar uma cultura de paz e respeito mútuo entre as torcidas, contribuindo significativamente para o bem-estar social e a qualidade de vida dos pernambucanos.
