Começo o meu texto dizendo que política ficou para político e batina para padre. Ou você ocupa seu espaço ou é devorado pelo oponente. A missão de um político é totalmente divergente da religiosidade. Alguns opositores estão disparando nas redes sociais a possibilidade de ‘um padre ser’ o candidato da oposição, e que se isso acontecesse a vida política de Joaquim Neto estaria arruinada.
A maior dúvida é saber se a oposição está se referindo ao Padre João Paulo, pároco da Igreja de Santana, o ao ex-padre Joselito Gomes, que entregou a batina para assumir relação conjugal com uma mulher.
Tanto João Paulo quanto Joselito Gomes são pessoas extremamente inteligentes, politizadas, religiosas e tementes a Deus. O Padre João Paulo jamais sinalizou qualquer interesse em disputar as eleições, e ao contrário disto tem se entregado cada vez mais pastoreado.
O ex-padre Joselito Gomes lançou sua candidatura ao conselho tutelar, e quem votou nele deseja vê-lo como conselheiro, e não como político nas eleições de 2020. Caso a candidatura dele fosse homologada, dificilmente Joselito Gomes teria fôlego e pólvora para uma batalha épica com Joaquim Neto (PSDB). Além de correr o risco de perder as eleições para o atual prefeito e ficar sem o cargo de conselheiro (segundo lei local).
Fala-se que estão querendo usar o nome dos religiosos como ‘boi de pirinha’ até o período das convenções. O único opositor de Joaquim Neto, declaradamente como ‘pré-candidato’ é Júnior Darita.
Clebson Amsterdan
Editor-chefe
