Recife

Cliente será indenizado após encontrar parafuso em pedido de delivery de restaurante no Recife

A Justiça condenou o restaurante Bode do Nô, localizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, ao pagamento de R$ 4 mil por danos morais a um consumidor que…

Clebson Amsterdan Atualizado em 30 de junho de 2026
Foto: Reprodução

A Justiça condenou o restaurante Bode do Nô, localizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, ao pagamento de R$ 4 mil por danos morais a um consumidor que afirmou ter encontrado um parafuso metálico dentro de uma refeição entregue por delivery. A sentença foi proferida em primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.

O episódio que motivou a ação ocorreu em 2 de maio deste ano, quando o cliente realizou um pedido por um aplicativo de entrega. Segundo o processo, durante a refeição ele percebeu um objeto rígido ao mastigar e, ao verificar o alimento, identificou um pequeno parafuso metálico com sinais de ferrugem.

Na ação, o consumidor sustentou que a situação representou risco concreto à sua segurança, apontando a possibilidade de perfuração, contaminação ou ingestão de material corrosivo. Para ele, o caso violou a expectativa de receber um alimento adequado para consumo.

Após a ocorrência, o cliente informou que procurou o restaurante em busca de um reembolso. Conforme os autos, o estabelecimento recusou a solicitação, e o valor da compra acabou sendo devolvido pelo próprio aplicativo de delivery.

Entre as provas apresentadas, o autor anexou imagens do objeto e reproduziu uma conversa mantida com o restaurante pela plataforma de entregas. Na troca de mensagens, o consumidor pediu o reembolso e recebeu como resposta que o objeto seria uma parte endurecida da carne após o preparo. Em seguida, questionou se um parafuso poderia fazer parte da carne, sem obter nova resposta.

Na defesa apresentada à Justiça, o Bode do Nô afirmou que não há comprovação de que o objeto tenha saído da cozinha do estabelecimento. Os advogados argumentaram que as fotografias anexadas ao processo não permitem identificar a origem do parafuso, nem demonstram em que momento ele teria sido encontrado ou inserido na refeição.

A defesa também alegou que as imagens mostram apenas um pequeno parafuso sobre a palma da mão de uma pessoa, sem qualquer elemento que assegure a autenticidade do registro ou permita confirmar que a mão pertence ao autor da ação.

Outro ponto levantado pelo restaurante foi a ausência de lesão física. Segundo a contestação, o consumidor não ingeriu o objeto e não apresentou laudos médicos, atendimento hospitalar ou qualquer documento que indicasse dano à saúde decorrente do episódio.