
O custo da cesta básica na Região Metropolitana do Recife voltou a subir e já compromete uma fatia significativa da renda dos trabalhadores. Levantamento realizado pelo Procon-PE entre os dias 1º e 9 de abril aponta que o valor médio dos produtos chegou a R$ 742,79 — o equivalente a 45,82% do salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621,00.
O aumento chama atenção por ter ocorrido em um curto intervalo. Em fevereiro, o mesmo conjunto de itens custava, em média, R$ 708,50. A diferença de R$ 34,29 representa uma alta de 4,84%, pressionando ainda mais o orçamento doméstico.

Entre os alimentos, alguns itens registraram disparadas expressivas. A cebola lidera o ranking de aumentos, com alta superior a 45%, passando de R$ 4,07 para R$ 5,92. Logo atrás aparecem os ovos, que ficaram quase 15% mais caros, e a batata inglesa, com elevação acima de 13%.
Apesar do cenário de alta generalizada, poucos produtos apresentaram recuo nos preços. O macarrão foi o destaque entre as quedas, com redução de mais de 8%. Já o frango inteiro, o fubá e a água sanitária tiveram diminuições discretas, praticamente estáveis para o consumidor.
Outro dado que chama atenção é a grande diferença de preços entre supermercados. O óleo de soja apresentou variação superior a 159%, sendo encontrado por valores que vão de R$ 7,69 até R$ 19,99. A batata inglesa também teve ampla oscilação, com preços entre R$ 3,99 e R$ 9,99, enquanto a banana pacovan variou mais de 130%.
Nos produtos não alimentícios, as discrepâncias foram ainda mais acentuadas. O sabão em pó teve diferença de mais de 250% entre estabelecimentos. Já o absorvente higiênico registrou a maior variação de toda a pesquisa, ultrapassando 310%, com preços que vão de R$ 2,19 a R$ 8,99.
O levantamento considerou 27 itens essenciais, incluindo alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, analisados em 26 supermercados distribuídos entre Recife, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.
Diante dos números, o estudo reforça a importância da pesquisa de preços por parte dos consumidores, já que a escolha do local de compra pode gerar economia significativa. A tendência dos próximos meses ainda é incerta, mas o impacto no custo de vida já é evidente e segue exigindo atenção das famílias.








